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Viveiro Aracruz  0078 -  Foto Sagrilo - Imprensa

Mais produtividade nos plantios florestais

A chuva abundante, a utilização de clones mais produtivos e o manejo diferenciado vêm contribuindo para que os plantios florestais recuperem a capacidade produtiva. No primeiro trimestre de 2018, a produção de madeira da Fibria (Unidade Aracruz) foi 14% superior ao desempenho registrado em igual período de 2017.

 

“Tivemos nos primeiros meses de 2018 a melhor precipitação média de chuvas dos últimos quatro anos o que, aliado à utilização de clones mais produtivos e ao manejo florestal bem feito, tem contribuído para a recuperação do potencial de produção dos plantios”, destaca Rodrigo Zagonel, gerente de Silvicultura e Viveiro ES/BA.

 

A melhoria de performance da produção florestal, segundo observa Zagonel, ajuda a reduzir custos e assegura o suprimento uniforme da unidade industrial, sem desvios significativos. No campo do manejo dos plantios, ele salienta que a qualidade das mudas e do material genético, o preparo de solo e os tratos culturais são determinantes.

 

PRODUÇÃO DE MUDAS

 

A qualidade das mudas levadas a campo também é fundamental para o bom desempenho da floresta. A Fibria vem investindo fortemente nessa área. A empresa está investindo mais de R$ 5 milhões em melhorias como a substituição de plásticos das casas de vegetação, minijardins clonais e áreas de aclimatação. A intervenção mais significativa é a instalação de tetos fixos nas casas de vegetação do Viveiro de Helvécia (BA), em substituição aos retráteis. O desafio da área de produção de mudas, em 2018, é superar a capacidade anual de 65 milhões de mudas. E as expectativas apontam nessa direção, sinalizando a produção de 66 milhões de mudas.

 

TOLERÂNCIA AO DISTÚRBIO FISIOLÓGICO E À ESCASSEZ HÍDRICA

 

A performance que a Fibria vem colhendo nos plantios florestais conta com o trabalho fundamental do melhoramento genético clássico (cruzamento, avaliação e seleção de árvores superiores por sucessivas gerações). Na última década, mudanças nos padrões climáticos nas regiões dos plantios, especialmente no regime de distribuição de chuvas e nas temperaturas, desencadearam problemas de adaptação dos clones que a empresa vinha utilizando, provocando perda de produtividade. Conhecido como distúrbio fisiológico do eucalipto, o fenômeno afetou principalmente os plantios do sul da Bahia e do Espírito Santo. Recentemente, as plantações sofreram também os impactos da severa seca. Foi nesse cenário que a empresa enfrentou o desafio de desenvolver clones tolerantes a essas adversidades.

 

Segundo Gabriel Dehon, gerente geral de Tecnologia e Inovação Florestal da Fibria, com a nova estratégia de utilizar compostos clonais, que combina clones de alta performance, porém geneticamente distintos, a Fibria vem conseguindo reduzir a vulnerabilidade genética dos plantios. O resultado disso é o aumento da produtividade. Os compostos clonais são uma espécie de seleção de craques, ou seja, você reúne num mesmo talhão clones com as melhores características que, juntos, produzem os melhores resultados. “É um trabalho feito a partir do melhoramento genético clássico, que vem produzindo bons resultados”, destaca Dehon. Trata-se de um trabalho importante não apenas para reduzir a vulnerabilidade dos plantios às adversidades climáticas e novas pragas e doenças, mas também para fazer frente aos objetivos de longo prazo da Fibria, que busca produzir mais madeira em menos área.