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Mecanização amplia eficiência da colheita em áreas declivosas

A colheita em propriedades parceiras da Fibria situadas em áreas declivosas do Espírito Santo deu um salto de eficiência e produtividade nos últimos dois anos. Isso ocorreu graças à mecanização da atividade, em substituição ao trabalho manual feito com motosserras. O trabalho manual deu lugar à tecnologia de última geração das máquinas de alta performance, projetadas especialmente para atuar em áreas inclinadas.

 

As máquinas operam em propriedades que integram contratos de compra de “madeira em pé” na região sul, serrana e central do estado. Nestes contratos, a Fibria fica responsável pela colheita e o transporte da madeira, reduzindo os custos para o produtor e o tempo de execução da atividade.

 

São dois os tipos de máquinas utilizadas: o harvester e forwarder. A primeira é responsável pelo corte, desgalhamento, descascamento e traçamento da madeira em toras de 6,5 metros, sob controle de um operador que utiliza o computador de bordo do equipamento. Já o forwarder retira as toras de madeira do interior da área do plantio e as empilha na lateral das estradas para que sejam recolhidas e transportadas até a Fibria.

 

Segundo o supervisor de Colheita e Poupança Florestal da Fibria, Sidnei da Fonseca, esses equipamentos contam com guinchos auxiliares de tração e têm capacidade para operar em diversos tipos de terreno com até 35º de inclinação. Eles são ainda articulados para atender às irregularidades de qualquer tipo de relevo e contam com grua com maior alcance para atender as operações. “Comparando com a colheita manual, a tecnologia dessas máquinas traz inúmeras vantagens, como mais conforto e segurança para os operadores e melhor desempenho operacional”, destaca Sidnei.

 

Atualmente, o módulo de colheita mecanizada da Fibria é composto por 11 máquinas harvester e 5 forwarder. Desde que o módulo foi implementado, há dois anos, já foram colhidos 458 mil m3 de madeira, o que dá uma produtividade média de 11,89 m3 por hora. O aumento da produção vem sendo expressivo ano após ano, com 37.285 m3 em 2016; 273.971 m3 em 2017; e 146.797 m3 de janeiro a junho de 2018.

 

COMPARATIVO DA PRODUÇÃO

 
2016 – 37.285 m³
 
2017 – 273.971m³
 
2018 (jan a jun) – 146.797 m³
 

ALTA PRODUTIVIDADE EM ALEGRE

 

Um dos produtores benefciados com o trabalho de colheita mecanizada da Fibria foi Ulisses Faccin Moreira, do município de Alegre. Com 170 hectares de eucalipto plantados com recursos próprios, no final de 2017 ele fechou contrato com a empresa para colheita da madeira. A colheita foi iniciada no dia 15 de junho e concluída no dia 20 de julho, totalizando 60 mil m3.

 

“A colheita com máquinas é um ótimo negócio. Se fosse colher de forma manual e por conta própria levaria cerca de dois anos e meio. E ainda teria que aguardar todo esse tempo para um novo plantio”, destaca Ulisses. Ele ressaltou que 80% da área de sua propriedade é de alta declividade, com inclinação de 30 a 350. O restante da área tem cerca de 150 de declive.

 

MELHORIAS NAS ESTRADAS

 

A colheita mecanizada vem trazendo benefícios para as estradas rurais dos municípios, já que a Fibria promove intervenções como implantação de pontes e ajustes de drenagem (bueiros). Já foram beneficiados por essas melhorias os municípios de Mimoso do Sul, Alegre, Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Ibatiba, Santa Maria de Jetibá, Linhares e Rio Bananal (ES).